n'Ele em quem meu deserto se fez jardim e manancial
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Tesouro em Vaso de Barro
A pobreza da singularidade é, e sempre será, parte da nossa vocação à humanidade. Ficar a sós mesmo quando todas as circunstâncias da vida tentam negociar e alienar a tua integridade culmina numa solitária oitiva dos sussurros que compõem nosso âmago e essência. Traz-se à tona a velha determinação intrépida de tomar decisões não-populares que expressem a verdade de quem somos não de quem pensamos que devemos ser. É lançar-se ao amor do Eterno para perpetrar erros e, ainda assim, crer o suficiente para saber que Sua vida ainda pulsará em nossa insignificância engendrada no vetusto vaso de barro que nos compõe. Falo, aqui, de um render-se visceral, espontâneo e racional do ego à pobreza de nossa própria personalidade. Com o Mestre, aprendi que mergulhar dentro de si é ato heróico repleto de ousadia e amor.
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Take me home (Leva-me para casa)
"I've been wanderin' down a long and dark road I've been waiting just looking for my home So pick me up Lord let my soul rest in Thee Take me home dear Lord take me
Take me home let my soul rest in thee; let me find my peace
I am ready for these day to be no more;
to be with you on the eternal shores so take me Jesus.
Light is shinning and your love comes over me;
and in your arms Lord there is no sweetest place to be."
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Meu Caminho é de volta pra casa...
Meu caminho é de volta pra casa, minha terra é de paz, bem mais feliz.
Quem caminha pra lá sabe que as dores de agora se vão.
Larga esse fardo pesado no chão e segue.
Olhando para o que vem, com olhos de quem vê além.
Meu caminho é de volta pra casa.
Minha terra é de paz, bem mais feliz.
Quem caminha pra lá sabe que as dores de agora se vão.
Larga esse fardo pesado no chão e segue.
Olhando para o que vem, com olhos de quem vê além.
Meu caminho é de volta pra casa.
Minha terra é de paz, bem mais feliz.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Antes que o dia termine...
Já é tempo de erguer os olhos ao infinito
e permitir que cresça a ternura do olhar e do tocar,
porquanto o teatro da existência se mostra bem finito,
corramos e dancemos sem receio de nos molhar.
corramos e dancemos sem receio de nos molhar.
Wesley Marcos de Oliveira Santos
domingo, 10 de agosto de 2014
Sol da Justiça
No tic-tac do relógio velho que bate descompassado, a madrugada não se demora
em passar. O sol em breve retornará. Na alma notívaga, a velha sensação de que
não há nada novo de baixo do sol e de que os dedos se vão mas os anéis
permanecem. A velha lua, o velho chão, a velha cicatriz e o velho rosto no
espelho. Em que pese a escuridão, a madrugada traz à luz o que a alma reluta em
esconder durante o dia.
Nessa sina, o caminho é só de ida e os ensaios já não nos
são permitidos. Ao que parece, neste
teatro da existência, os tempos são maus e a alegria não passa da tristeza desmascarada, uma vez que
o mesmo poço que dá lugar ao riso, por muitas vezes já foi preenchido com
lágrimas, de modo que a tristeza repousa no berço esplêndido sob o qual já
pairou o teu maior deleite. Choro e riso são sinais da vitalidade de quem
aguarda o amanhecer. Pesa em teu peito saber que a justiça não prevalecerá nestes
dias. Teimas. Sentes que envelhece e falas menos, persistindo em perscrutar o insondável.
E nas, palavras do poeta, percebes que o teu retrovisor se embaça, mas nele ainda
espelhas as memórias que te dão esperança.
A vida, contudo, não aguarda reposições e o sol está prestes
a nascer. O sol da justiça virá e trará tudo novo. O velho medo dará lugar à
fé; a velha dor dará lugar ao riso; a velha condenação dará lugar à absolvição;
a velha morte dará lugar à vida. O velho será aniquilado pelo novo. O pródigo
retornará ao lar, o peregrino retomará a caminhada que lhe foi proposta.
Por ora, ao raiar da aurora, a vida te chama e a tua vocação não teme o duro
chão da existência. Revogando os decretos do destino, obedecerás a voz que diz
que o teu tempo se chama hoje. Correndo, andando, tropeçando, caindo e
levantando, seguirás o caminho que te foi proposto, sabendo que o sol que
ilumina o teu caminho decidiu brilhar no teu interior.
Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o
sol da justiça
terça-feira, 20 de maio de 2014
Quando me vejo de longe
A vida tem lá seus percursos e os céus deixam seus sinais, a verdade é tanta que até mesmo as aves do céu são hábeis a compreender seus insondáveis ciclos e suas mudanças. Ora, o que hoje se vê aqui é o que ontem havíamos ansiado, se não for assim, talvez tenhamos ansiado pouco. O tempo escorre e a alma já não se exprime e se comunica com as palavras de outrora, mas quando assim o faz, vê-se que não restam palavras ou fonemas capazes de exprimir o que se passa no âmago de quem pensa, sente e respira.
Momentos há, e não são poucos, em que é preciso voltar, recolher-se e tornar ao lugar onde tudo começa e termina, num ciclo das mais distantes eternidades transitórias da alma transeunte. Clareza e limpidez sempre serviram de óbice, afinal a vida não aderiu a tão almejada obviedade na qual nada paira senão a inexistência do encanto e da beleza. Imerso numa subjetividade peculiar aos notívagos, retorna-se ao lar.
Envolto num volver sem fim, avança-se ao que passou. Tornar ao passado é um exercício que todo homem faz, ainda que de forma tímida ou escondida, porquanto é lá que encontramos os arquétipos de quem somos, num apanhado de morte, vida, sonhos, delírios, amores, amigos, cheiros, sorrisos, lágrimas e lembranças do tempo que escorreu entre os dedos de nossas mãos.
Ah, quem dera voltar! Voltar ao tempo em que tudo nos encantava e nada nos tirava o prazer de ousar e tentar ser o que jamais fomos.
Por isso escrevo. Nas letras não há limites. Não almejamos compreensão, pelo que compreender é enclausurar, e, por tal razão, meu amigo, escancare a alma e deixe com que o teu interior retorne ao lugar onde tudo era motivo para mais.
Sim, aguardei ansiosamente pelo inverno. O verão tem lá seus encantos, mas é na solitude e na madrugada fria que a vida se encarrega de resplandecer as dracmas perdidas no ímpeto da nossa negligência. No muito falar e nos discursos gélidos ou inflamados paira a confusão de espírito. Ansiei pelo inverno e descobri que não há verão primaveril sem que antes haja o repouso em berço esplêndido do inverno existencial.
Quando me vejo de longe, escrevo.
O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.
Salmos 30:5
Salmos 30:5
n'Ele, em quem serei o que ainda não sou.
Oppositer
Oppositer
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Milhões de milhares
Milhões de milhares. Bilhões de humanos aqui e agora. Milhões à sombra do desemprego. Milhões de famintos no dia de hoje. Milhões no inferno da violência doméstica. Milhões de aidéticos. Milhões no vale da depressão. Milhares morrendo de câncer na crueza do agora. Milhões se afogando prazerosamente nas drogas e no álcool. Milhares de abortos e vidas não vividas. Milhares de suicídios. Milhares de homicídios. Milhões nas mãos de milhares e miséria nas mãos de bilhões. Tudo tão comum e nada mais nos impressiona. Os números e a matemática prostituíram nosso sentidos e nos tornamos doutores e mestres na arte da insensibilidade. Enquanto isso, fingimos que tudo isso é normal.
nEle, em quem vivo e dissolvo meu eu,
Oppositer
Assinar:
Postagens (Atom)
