sábado, 2 de março de 2013

Adeus, povo de Decápolis!


               Eis aqui Cícero, o jovem velho, eterno peregrino à procura do lar, filho de humanos ordinários e órfão dos privilégios da vida. Após uma vida vivida no conforto do seu desconforto, lamentando os males que afligem todo indivíduo debaixo do sol, Cícero caiu em si e percebeu que a hora de chegar havia partido. Fitando os olhos na velha cidade, bradou: Adeus povo de Decápolis!
                Toda e qualquer despedida não é, de modo algum, um momento agradável. As memórias vêm à tona, atropelando uma sobre a outra, de modo a remontar lugares, cenários, cheiros e sentimentos. Mas não há mais tempo para o jovem Cícero. As lembranças surgem como facas de dois gumes que cortam a dilaceram as entranhas da alma nua.  Ao contemplar os verdes pastos e colinas distantes, Cícero encontrou-se consigo mesmo; em cada rua e em cada esquina Cícero deixou um pouco de si; em cada luar e em cada noite em claro, o notívago compôs canções que ouvidos jamais ouviram; aos colegas, o coração externava a gratidão de comporem a platéia em torno ao solitário púlpito da existência; aos amores, a alma, tímida e verdadeira, relembrava os dias de paixão que se consumiram como os ramos da sarça ardente. Não foram poucos os pedaços da alma que Cícero espalhou por Decápolis, e muitos eram os filhos dos seus aborrecimentos que bailavam desnudos ao som dos bramidos dos dias mal vividos e do bem não realizado, que perambulavam sorrateiramente no sempiterno ecoar dos seus pesares.   
                Entretanto, não lhe é tarefa símplice desfazer de suas mazelas sem ao menos sentir as dores oriundas dos cismas de uma despedida. Não é mera roupa que se troca no dia que o vento gélido sopra, mas é despir-se da própria pele arrancando-a com as mãos. De muito bom grado levaria tudo e todos para a próxima parada, mas como fazê-lo? Cícero, então, relembra os contos proferidos por um velho andarilho que passara por Decápolis afirmando:

A vida é como é um barco. Apesar de projetado para navegar, o barco encontra alento e segurança atracado nos portos e nas encostas; entretanto, o barco não fora projetado para permanecer no porto, senão para zarpar e enfrentar os bravos mares e os ventos impetuosos a fim de desbravar novos horizontes. Na vida, encontram-se muitos portos seguros, a saber, a família, os amigos e os amores, tendo cada um deles a sua excelsa função, porém nenhum deles pode impedir o barco de partir. Por isso, navegue, filho meu! Enfrente as altas vagas e alcance o fim do arco-íris antes que a ferrugem e a velhice te corroam os ossos e a melíflua alegria de possuir fôlego de vida. Navegar é preciso, porquanto navegar é viver.


                O trem se aproxima trazendo consigo estranhos jamais vistos, afinal, a vida é um grande castelo de destinos que se cruzam.  O apito solitário em meio à tarde de inverno anuncia o fim de uma etapa. Despindo-se do passado, Cícero adentra o trem e parte para nunca mais. A separação se confunde com o encontro, assim como o anoitecer se funde à luz da aurora. Cícero, fitando os olhos em Decápolis, falou em alta voz: se, por ventura, nos esbarrarmos  outra vez nas esquinas da vida ou da memória, conversaremos de novo e ouviremos a velha canção que diz que a vida é repleta de despedidas.
 Adeus, povo de Decápolis! 






Oppositer

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Nível Raso


Vive-se num tempo em que as bem aventuranças não passam de mero adereço decorativo. Procura-se novas "unções", novos "profetas" e formas de barganhar com Deus. É um medievalismo pós-moderno; obnubilação de massas e mentes sem paz e sem Cristo. O cenário é desanimador, entretanto, creio que ainda há aqueles que não se dobraram aos famigerados modismos, aqueles que ainda veem em Deus um Pai; aqueles que, pouco a pouco, livram-se de uma natureza ensimesmada e servem verdadeiramente ao próximo, seja crente ou pagão, de direita ou de esquerda, homo ou hetero, bandido ou prostituta, grego ou troiano, com graça e verdade; ainda há aqueles que entoam hinos que, talvez não estejam no top 10 das paradas gospel, mas por sua sinceridade e singeleza de coração, numa maneira ainda que estabanada mas genuína ou falha e incompleta mas em constante regeneração, conseguem fazer o Pai sorrir, pois afinal entenderam o significado de "a minha graça te basta". É tempo de voltar e redescobrir que maior é o que serve do que aquele que é servido; que é infinitamente melhor o dar do que o receber; e é maior aquele se torna menor. Que o Eterno nos livre desse cristianismo raso, fraco e mesquinho para que possamos viver o escândalo da Graça em novidade de vida.



Oppositer

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Discurso de formatura


Aos Pais;
                Pais e mães aqui presentes; ora, é chegado o grande momento, o dia que marca o fim e também o início de uma nova jornada. Diante disso, gostaria que das minhas palavras fossem feitas palavras de todos os formandos presentes aqui hoje. Que cada pai e cada mãe ouvissem em minha voz a voz de seu filho.
                Não nos é tarefa símplice discorrer sobre tão grande amor que nós, filhos e filhas, temos por vocês. Ao longo da vida, muitos sentimentos permeiam e transpassam nossos corações, entretanto nenhum desses sentimentos é de se comparar ao amor que por vocês nos foi dado. Agradecidos pelos ensinamentos, pelas repreensões, pelos conselhos, pelas admoestações, por todas as vezes que choramos e vocês lá estavam para nos amparar e consolar em meio à angústia, por nos ensinar a andar, correr, saltar, falar, economizar a água, jogar o lixo no lixo, respeitar um “não”, pedir desculpas e a perdoar. Quantas vezes vocês deixaram de realizar seus próprios sonhos para que os nossos fossem realizados e quantas vezes vocês choraram conosco, sofreram conosco, sorriram por nossas alegrias, torceram por nós e orgulharam-se de nossas conquistas como se fossem suas próprias.
                O tempo passou e é claro que passaria; há muito já não somos mais a mesma criança que corria pela casa, usava suas roupas e esperava atrás da porta para lhes assustar. Olhem só, o tempo  passou porquanto a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados, antes segue o seu caminho de acordo com a vontade do Autor da Vida e da Existência. Já não cremos mais nos super-heróis da TV, hoje, mais do que nunca, sabemos que os nossos maiores heróis sempre estiveram ao nosso lado e são vocês, pais, os merecedores da nossa gratidão.
                A todos vocês, quer sejam biológicos ou adotivos, ausentes ou presentes, externamos nossa eterna honra e carinho. A vocês que nos conhecem como ninguém, levantamos nosso brado de gratidão.
Amamos vocês!

Oppositer
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Ao meu amigo...

Queria ser sincero em te falar
que tudo é para sempre;
queria ter razões para acreditar
que o destino navega a favor da gente
grande amigo que se foi 
é tão difícil aceitar
às vezes é tudo tão injusto
mas é preciso caminhar;
ficam as velhas conversas
papos felizes sobre a vida
planos futuros e descobertas
e o fato em contra partida;

grande amigo eu bem sei
que eu preciso aceitar
tudo passa e hoje eu sei
que é preciso continuar;

é tudo assim..tudo vai entre começo e fim
o mundo cai...você foi tão jovem
tantos planos e decisões para tomar
e por mais que me expliquem e me provem
eu ainda não consigo acreditar

meu grande amigo, nunca vou esquecer
ainda vive em meu pensamento
boas conversas entre você e eu
tudo passa meu amigo;


Esteja em paz onde estiver
Você sempre estará comigo
em minha paz e no que vier
pega teu skate e vá em paz.

Péris Santos

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Enquanto isso, ante o Espelho...





     No pouco tempo que me resta, antes que o sol nasça e rompa com a noite trovejante repleta de pingos notívagos e antes que a memória e a inspiração sejam apagados e soprados pelo vento do esquecimento e do cansaço, debruçar-me-ei, aqui, para relatar o que se passa. O fato é que a vida possui diversas facetas, ainda hoje dei o primeiro passo rumo à habilitação, e também hoje deparei-me comigo mesmo no Espelho milenar em que pude ver as imperfeições que me fazem humano e as rugas da alma que insistem, como traça, corroer as mais belas e poéticas aspirações arraigadas nas mais profundas recâmaras de meu âmago. O Espelho pode ficar velho com o passar dos anos, mas jamais deixará de ser eficaz e apto tal como espada que separa os ossos das medulas, o espírito da alma, num processo de contemplação constante e tendendo ao infinito. Ao quebrar as ilusões e as desilusões que insistem em me fazer um pseudo-supra-humano, o Espelho trouxe-me à mente o indelével valor da comunhão, do amor e da necessidade de estar perto daqueles que, dia após dia, barbeiam-se e penteiam-se ante ao velho Espelho. Ora, tal Espelho reflete aquilo que pouco a pouco deixo de ser. Ao avistar-me, exclamo: Miserável homem que sou; quem me livrará do corpo dessa morte? Deparo-me com a velha natureza arraigada no pecado que me faz pobre, cego, miserável e nu.
      O que fazer ao contemplar minha própria desgraça e desventura? Ora, corro em direção àquele que deu forma e vida ao Espelho, sabendo que esse criador também é autor da vida e de todos aqueles que, assim como eu, avistam-se ante o Espelho para pouco a pouco contemplar sua miséria e lançar sua vida aos quatro ventos, de modo que, tudo o que se é, passe a não ser mais, a fim de que o Criador do Espelho seja tudo o que se é, sendo, pois, tudo em todos. Quanto aos companheiros de contemplação, como é bom estar perto desses indivíduos. Cientes das imperfeições, destituídos de toda e qualquer esperança no gênero humonóide e fracassado. Lança-se, assim, toda esperança no Autor e consumador do velho Espelho. 
     Dentre os contempladores do Espelho, lembro-de um em quem minha alma exulta e regozija só de lembrar. Trata-se de um indivíduo baixo, barbudo e sorridente que após contemplar a si mesmo e suas misérias no Espelho, esvaziou-se de si mesmo, tal como o ator que deixa o espetáculo na véspera da desonrosa tragédia, de modo que pouco se encontre de si mesmo, senão uma vida repleta de Deus. Ninguém pode servir a dois senhores, disse o Espelho. Esse indivíduo escolheu reduzir a si mesma para se tornar grande no Autor do Espelho. Quão belo e suave é o olhar daquele que vive morto para si e cheio de vida para dar, proclamando em alto som no cume dos montes e no fundo dos vales o amor da boa nova. Após estender as mãos sobre mim, deu-me um fraterno e santo ósculo. A vida se torna mais bela no olhar e no agir daqueles que resolvem morrer para que outros possam viver.
     Após remoer memórias e brigar com a inspiração, chega-se a concluir que tudo que não esteja fundamentado no amor e na verdade do velho Espelho irá passar e se desmanchar no ar. O que é a vida senão um vapor que começa denso e forte e pouco a pouco se desvanece a ponto de se tornar inexistente? Tal como a erva do campo, o tempo se encarregará de fazer as justas colheitas ao seu tempo e modo. Enquanto isso, o Espelho continua a me mostrar a realidade que sou na pessoa do impostor que habita em mim. O fôlego que do céu desce adentra minhas estranhas e declaro guerra contra mim mesmo. É tempo de morte. Morte ao egoísmo, à idolatria, à soberba e à maldade. É tempo de vida. Vida ao amor ao próximo e a Deus, vida ao altruísmo, vida à comunhão, vida à contemplação, vida ao vivo Espelho, vida à vida.




Post Scriptum I: Viver e não escrever é perecer.
Post Scriptum II: Miserável homem que sou; quem me livrará do corpo dessa morte?

Oppositer

sábado, 24 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Sobre as pedras que me jogam

A perseguição sempre fora a melhor forma de contemplar desmascaradamente o mundo e as pessoas. Todo aquele que é perseguido em nome da verdade é visto como mero excêntrico, entretanto ao passar dos anos, a história se encarrega de consolidá-lo e entregar-lhe mérito ainda que póstumo. Os exemplos são incontáveis: Jesus, Estevão, Martin Luther King Jr., Mahatma Gandhi, os inúmeros mártires em Roma, Mandela, Lutero, Apóstolo Paulo e tantos outros. O fato é que a perseguição distingue os oportunistas daqueles que defendem uma causa que é maior que a sua própria vida. E foi meditando nisso que tive a bem-aventurança de chegar ao texto do Dr. William Douglas, professor, e juiz federal e expert em concursos públicos, que recebeu severas críticas devido ao lançamento do seu livro "As 25 Leis Bíblicas para o Sucesso".
William Douglas, cristão, juiz federal  

[...] Estou acostumado a receber pedras. Sou cristão desde novo, e isto na época em que éramos vistos quase como uma seita, e muito discriminados. Já fui pobre, já morei no bairro pobre, sou do movimento negro, já era nerd desde uma época em que isso era motivo de chacota. Torço pelo Fluminense e atualmente não, mas isso já foi bem difícil,rs. Fui Delegado de Polícia e Defensor Público, e sou professor, três profissões honradas e maravilhosas que são pouco valorizadas (bem menos do que deveriam) e que nos permitem lidar com os maiores dramas humanos. Fui advogado, outra profissão criticada, mas sobre a qual se deposita a defesa dos direitos constitucionais sempre que violados. E sou magistrado, o cara que quando decide sempre desagrada alguém (quem perde, e às vezes até quem ganha!rs). Enfim, estou acostumado a receber críticas. Defendo minhas ideias, dou a cara a tapa pelo que acredito. Em um mundo onde as pessoas calam e se omitem, onde para serem promovidas, ou aceitas, eu não me disponho ao "politicamente correto" quando ele veicula a mediocridade ou a injustiça. Seja no concurso, seja na teologia, seja no cotidiano profissional, estou bem acostumado a ser atacado, mal interpretado, etc. Até como pensador passo isso: criei a tese da legitima defesa antecipada, fui o primeiro a falar em Juizados Especiais na Justiça Federal... tudo isso objeto de críticas, algumas ácidas. Mas devo confessar: não saberia viver de outro modo, não saberia viver sem professar aquilo em que tenho fé. As pedras me darão, sempre, orgulho, se eu recebê-las em meu corpo por um bom motivo. E, claro, como alguém que tenta seguir o Cristo, sempre que houver um apedrejamento, meu dever religioso (e, como cidadão, professor e juiz, também meu dever cívico) é o de que eu esteja do lado certo das pedras: nunca as jogando, se possível protegendo alguém de recebê-las e, se elas estiverem vindo em minha direção, que seja não por meus pecados, mas por condutas minhas que agradem ao Pai ou que tornem o mundo mais justo. 
Nesse meio todo, em que tantas pedras existem e voam, também tenho recebido plumas, leves, macias, gentis. Você me jogou algumas. Obrigado. Isso mostra um pouco de sua pessoa. Só quem tem plumas na alma pode joga-las ao mundo. Ninguém pode dar o que não tem. Que as plumas que você me jogou sejam suas também, que amaciem seu caminho nessa estrada - chamada vida - cheia de pedras, mas de flores também”.
Inspirado pelas críticas e elogios, quero pontuar algumas coisas que me parecer relevantes. Em momento algum me acho perfeito ou tenho a ilusão de estar certo sempre. Contudo, certo ou errado, a forma como posso contribuir para a comunidade onde me insiro (esta aldeia chamada Terra), é compartilhar a minha verdade para que ela, somada às demais, em um debate civilizado e de boa fé, possa produzir uma obra coletiva, uma verdade comum, negociada, democrática. E, noutro caso, quando se trata da verdade bíblica que professo, não irei negociá-la. Contudo, mesmo a verdade bíblica é misteriosa, é uma verdade cuja interpretação é vária e difícil, que precisa de conversa franca para ser compreendida. A verdade da fé não pode ser negociada, mas seu conteúdo só se alcança com estudo, livros, debates, e eu quero participar deles. 
Amo o cristianismo, mas não me considero proprietário dele. Neste lugar, sou empregado, não dono ou supervisor. Acho que falta aos cristãos olharem mais para as traves em seus próprios olhos do que nos ciscos alheios. E sobre minhas traves, registro que não sou perfeito, mas posso dizer, como disse Martin Luther King Jr, “Não somos o que deveríamos ser, não somos o que queríamos ser, mas, graças a Deus, não somos mais o que éramos." O cristianismo não fez de mim, ainda, um bom cristão, mas fez de mim alguém muito menos ruim do que seria sem Cristo. Jesus poupou a mim e ao mundo de um William Douglas bem pior, acreditem. Tenho certeza que as ideias bíblicas podem poupar todos de pessoas, empresas e práticas cotidianas bem ruins para quem as pratica e também ruins para a coletividade. Quem estudar a Bíblia, creia nela ou não como livro de fé, terá que – à luz do atual estado do conhecimento humano – reconhecer que as melhores e mais avançadas ideias de Administração, carreira e negócios já estavam escritas há 2.000 anos. O mais moderno do pensamento laico está apenas confirmando o que profetas da Palestina defendiam nos desertos e pastagens de Israel.
Há ainda mais uma coisa. Informo que não vou parar de defender nem as ideias, nem o Cristo, nem o Judiciário, nem a lisura nos concursos, nem o serviço público, nem o magistério, nem a igualdade de oportunidades, nem a livre iniciativa, nem o Estado que não se omite, nem empresas éticas, nem coisa alguma daquelas que estou certo que irão melhorar o mundo. Não mesmo. Se alguém me convencer de que estou errado, mudarei de lado, mas até lá, e depois disso, ainda repetirei as palavras de Luther King: 
“A covardia coloca a questão: é seguro?O comodismo coloca a questão: é popular?A etiqueta coloca a questão: é elegante?Mas a consciência coloca a questão, é correto? E chega uma altura em que temos que tomar uma posição que não é segura, não é elegante, não é popular, mas o temos de fazer porque a nossa consciência nos diz que é essa a atitude correta.”
Eis aí minha posição: seguirei minha consciência, e que venham as pedras.
Entre as coisas que minha consciência me obriga está ouvir a todos, sentar à mesa mesmo com os que parecem obtusos, mesmo com os que pensam de forma diametralmente oposta à minha, mesmo com os “pecadores”, e ouvi-los. Jesus foi criticado por comer com prostitutas e publicanos, e eu não sou melhor do que ele. Antes, tenho-o como modelo. Ele, por sinal, foi crucificado por aqueles que não entenderam o que ele veio dizer. Mataram-no, e também a Estevão, Pedro, Gandhi, Luther King, Malcolm X, William Tyndale, Jan Hus, Martin Niemöller, entre outros.
Enfim, meus heróis não morreram de overdose. Morreram porque suas ideias revolucionárias eram fortes demais para as pessoas que os rodeavam. Meus heróis foram a overdose, e das substâncias que eles traziam (traficavam talvez, vez que a liberdade sempre foi proibida, e pensar diferente também), me nutro e as injeto em meu sangue, todos os dias, a fim de viver no mundo de sonho e utópico que meus heróis engendraram. A mim, valeu muito a diferença que Cristo fez em minha vida, que Luther King fez na América, Gandhi na Índia, Tyndale e Hus na tradução da Bíblia e assim por diante. Mandela na África, e John Wesley perante a escravidão e discriminação, também me valeram muito, e felizmente um está vivo e outro teve morte menos cruel. Quem mais eu poderia citar? William Wallace, por exemplo. Outro que mataram. A ignorância e a tirania vêm matando todos meus heróis sistematicamente.
Sobre o tema, quero citar novamente Martin Niemöller, no célebre poema “E Não Sobrou Ninguém”, tratando sobre o significado do Nazismo na Alemanha: "Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse."
Por razões e lições como essas eu irei protestar quando quiserem, como querem, calar os juízes. Quando quiserem concursos de mentirinha, ou servidores públicos enfraquecidos; quando quiserem impor a todos a homofobia ou a teofobia; quando quiserem mudar o conceito de Estado Laico (pois laico não é o Estado que rejeita o sentimento religioso, é apenas o Estado que escolhe uma religião, seja ela a cristã, a islâmica ou o ateísmo. O Estado Laico não rejeita a fé, respeita-a). Vou protestar quando quiserem me impor a “teologia da prosperidade” ou a “teologia da miséria”, dois equívocos dos mais praticados nas igrejas cristãs, tanto católica quanto evangélica, de meu país. Não é o que está escrito na Bíblia, e irei tocar nesse assunto por mais que ele incomode a uns ou a outros.
O livro “As 25 leis bíblicas do sucesso” é atacado, mas representa uma profissão de fé no modelo bíblico de comportamento no trabalho e na empresa. Estamos, eu e Rubens Teixeira, trabalhando nele há anos e seu estudo de fundo contém mais de 1.000 citações bíblicas. Foi elogiado por teólogos de linhas as mais diversas e por empresários, inclusive alguns não religiosos, por professores e consultores empresariais. Não é um trabalho superficial. O título, o prefácio, a abordagem, tudo foi escolhido para realmente abordarmos temas pouco usuais. E se já não bastasse abordar tema sob ótica incomum, também foi escrito respeitando o leitor ateu e agnóstico, focando em temas de interesse geral (para teístas e ateus) sobre os quais a Bíblia tem algo a dizer. Nesse sentido, expressa o sal e luz que temos que ser no mundo. E expressa leis inexoráveis que aproveitam a teístas e ateus, a hindus, cristãos e agnósticos. São princípios pouco estudados e eu e Rubens Teixeira nos propusemos, mesmo apesar dos riscos, a sistematiza-los.
Para quem é cristão, vale uma observação a mais. A ideia do livro não é a de que em uma semana se vá ganhar rios de dinheiro e que isso é a coisa mais importante do que Jesus Cristo. O escopo dele é mostrar que ensinamentos que estão na Bíblia, quando aplicados na vida profissional, são bons e muitas vezes nem percebemos isso. Muitas vezes passagens bíblicas como ser prestativo, p. ex., lê-se apenas em um contexto "espiritual" e aí (falando para os cristãos) a pessoa sai, vai evangelizar, ajuda nas tarefas da igreja, mas não percebe que um detalhe de prestatividade, uma gentileza a mais no trabalho pode render boas coisas, como o aumento de salário ou a projeção que a pessoa tanto deseja, ou coisas mais importantes ainda, como o exemplo e o “sal e luz” que os cristãos devem prezar. Como já foi dito, em frase ora imputada a Santo Agostinho, ora a São Francisco de Assis: “Evangelize sempre. Se precisar, use as palavras”. Seja pela evangelização, seja pela obediência, seja pelos resultados práticos, cabe ao cristão praticar o certo não apenas no espaço eclesiástico, mas no seu cotidiano. Isso, se ocorrer, será revolucionário e fará muito bem ao mundo.
Enfim, o livro traz algo muito bom inclusive que é o de parar de separar "mundo espiritual" de "mundo secular" (coisa que muito cristão faz), de forma que é indicado inclusive para quem não é religioso, pois os princípios ali contidos são eficientes para toda e qualquer pessoa que deseja ter uma carreira ou empresa bem sucedida. Quem discordar, pedimos que tenha a gentileza de dar uma lida no livro, nem que apenas numa livraria, sem sequer precisar comprá-lo. Para criticar o que viu. Eu e Rubens estamos abertos às críticas sobre o que pensamos, não sobre o que pensam que pensamos. 
Por falar em pensar, escrever é colocar o pensamento no papel. E quem pensa se arrisca, é assim que funciona. E se pensa e escreve, se arrisca mais ainda. Nós, por sinal, somos gratos a todos os que pensaram e disseram, ou escreveram, e até morreram por causa disso. Entretanto, só é livre quem pensa, pois, como ensinou Jesus, a verdade liberta. Eu e Rubens, não donos, mas servos da verdade, colocamos nossas ideias no papel. E, como disse um advogado na época da Revolução Francesa, “trazemos para a corte, numa bandeja, nossa cabeça e nossa verdade. Podereis dispor da primeira depois de ouvir a segunda.”
Espero que aqueles que pedem nossas cabeças se disponham a primeiro ouvir nossa verdade, assim como nós praticamos o princípio – dos Direitos Humanos antes mesmo que democrático e republicano – de ouvir a verdade alheia antes de criticar. Mas, se o fizerem, faz parte: a Humanidade já vem lidando com a crítica surda há milênios. Mas, se num átimo de tolerância, num átimo mesmo que de curiosidade, quem nos critica ler o livro e nos fizer alguma crítica centrada, inteligente, coerente, lógica, fundamentada, então ficaremos profundamente gratos. Queremos aprender mais e, apesar de não vir sendo comum ultimamente, estamos bastante abertos a ouvir quem pensa diferente de nós. E aos que nos elogiam e apoiam, mais uma vez nosso muito obrigado. São plumas que nos acalentam. A todos, nossa humilde verdade. Se quiserem discuti-la, obrigado, estamos certos de que aprenderemos alguma coisa. Como sempre, estarão ao dispor nossas cabeças, mesmo o corpo inteiro. Elas sempre entram em jogo quando o assunto é defender o que se pensa, ainda mais quando se pensa o diferente.
Nesse meio todo, em que tantas pedras existem e voam, também tenho recebido plumas, leves, macias, gentis. Você me jogou algumas. Obrigado. Isso mostra um pouco de sua pessoa. Só quem tem plumas na alma pode joga-las ao mundo. Ninguém pode dar o que não tem. Que as plumas que você me jogou sejam suas também, que amaciem seu caminho nessa estrada - chamada vida - cheia de pedras, mas de flores também”.
Inspirado pelas críticas e elogios, quero pontuar algumas coisas que me parecer relevantes. Em momento algum me acho perfeito ou tenho a ilusão de estar certo sempre. Contudo, certo ou errado, a forma como posso contribuir para a comunidade onde me insiro (esta aldeia chamada Terra), é compartilhar a minha verdade para que ela, somada às demais, em um debate civilizado e de boa fé, possa produzir uma obra coletiva, uma verdade comum, negociada, democrática. E, noutro caso, quando se trata da verdade bíblica que professo, não irei negociá-la. Contudo, mesmo a verdade bíblica é misteriosa, é uma verdade cuja interpretação é vária e difícil, que precisa de conversa franca para ser compreendida. A verdade da fé não pode ser negociada, mas seu conteúdo só se alcança com estudo, livros, debates, e eu quero participar deles. 
Amo o cristianismo, mas não me considero proprietário dele. Neste lugar, sou empregado, não dono ou supervisor. Acho que falta aos cristãos olharem mais para as traves em seus próprios olhos do que nos ciscos alheios. E sobre minhas traves, registro que não sou perfeito, mas posso dizer, como disse Martin Luther King Jr, “Não somos o que deveríamos ser, não somos o que queríamos ser, mas, graças a Deus, não somos mais o que éramos." O cristianismo não fez de mim, ainda, um bom cristão, mas fez de mim alguém muito menos ruim do que seria sem Cristo. Jesus poupou a mim e ao mundo de um William Douglas bem pior, acreditem. Tenho certeza que as ideias bíblicas podem poupar todos de pessoas, empresas e práticas cotidianas bem ruins para quem as pratica e também ruins para a coletividade. Quem estudar a Bíblia, creia nela ou não como livro de fé, terá que – à luz do atual estado do conhecimento humano – reconhecer que as melhores e mais avançadas ideias de Administração, carreira e negócios já estavam escritas há 2.000 anos. O mais moderno do pensamento laico está apenas confirmando o que profetas da Palestina defendiam nos desertos e pastagens de Israel.
Há ainda mais uma coisa. Informo que não vou parar de defender nem as ideias, nem o Cristo, nem o Judiciário, nem a lisura nos concursos, nem o serviço público, nem o magistério, nem a igualdade de oportunidades, nem a livre iniciativa, nem o Estado que não se omite, nem empresas éticas, nem coisa alguma daquelas que estou certo que irão melhorar o mundo. Não mesmo. Se alguém me convencer de que estou errado, mudarei de lado, mas até lá, e depois disso, ainda repetirei as palavras de Luther King: 
“A covardia coloca a questão: é seguro?O comodismo coloca a questão: é popular?A etiqueta coloca a questão: é elegante?Mas a consciência coloca a questão, é correto? E chega uma altura em que temos que tomar uma posição que não é segura, não é elegante, não é popular, mas o temos de fazer porque a nossa consciência nos diz que é essa a atitude correta.”
Eis aí minha posição: seguirei minha consciência, e que venham as pedras.
Entre as coisas que minha consciência me obriga está ouvir a todos, sentar à mesa mesmo com os que parecem obtusos, mesmo com os que pensam de forma diametralmente oposta à minha, mesmo com os “pecadores”, e ouvi-los. Jesus foi criticado por comer com prostitutas e publicanos, e eu não sou melhor do que ele. Antes, tenho-o como modelo. Ele, por sinal, foi crucificado por aqueles que não entenderam o que ele veio dizer. Mataram-no, e também a Estevão, Pedro, Gandhi, Luther King, Malcolm X, William Tyndale, Jan Hus, Martin Niemöller, entre outros.
Enfim, meus heróis não morreram de overdose. Morreram porque suas ideias revolucionárias eram fortes demais para as pessoas que os rodeavam. Meus heróis foram a overdose, e das substâncias que eles traziam (traficavam talvez, vez que a liberdade sempre foi proibida, e pensar diferente também), me nutro e as injeto em meu sangue, todos os dias, a fim de viver no mundo de sonho e utópico que meus heróis engendraram. A mim, valeu muito a diferença que Cristo fez em minha vida, que Luther King fez na América, Gandhi na Índia, Tyndale e Hus na tradução da Bíblia e assim por diante. Mandela na África, e John Wesley perante a escravidão e discriminação, também me valeram muito, e felizmente um está vivo e outro teve morte menos cruel. Quem mais eu poderia citar? William Wallace, por exemplo. Outro que mataram. A ignorância e a tirania vêm matando todos meus heróis sistematicamente.
Sobre o tema, quero citar novamente Martin Niemöller, no célebre poema “E Não Sobrou Ninguém”, tratando sobre o significado do Nazismo na Alemanha: "Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse."
Por razões e lições como essas eu irei protestar quando quiserem, como querem, calar os juízes. Quando quiserem concursos de mentirinha, ou servidores públicos enfraquecidos; quando quiserem impor a todos a homofobia ou a teofobia; quando quiserem mudar o conceito de Estado Laico (pois laico não é o Estado que rejeita o sentimento religioso, é apenas o Estado que escolhe uma religião, seja ela a cristã, a islâmica ou o ateísmo. O Estado Laico não rejeita a fé, respeita-a). Vou protestar quando quiserem me impor a “teologia da prosperidade” ou a “teologia da miséria”, dois equívocos dos mais praticados nas igrejas cristãs, tanto católica quanto evangélica, de meu país. Não é o que está escrito na Bíblia, e irei tocar nesse assunto por mais que ele incomode a uns ou a outros.
O livro “As 25 leis bíblicas do sucesso” é atacado, mas representa uma profissão de fé no modelo bíblico de comportamento no trabalho e na empresa. Estamos, eu e Rubens Teixeira, trabalhando nele há anos e seu estudo de fundo contém mais de 1.000 citações bíblicas. Foi elogiado por teólogos de linhas as mais diversas e por empresários, inclusive alguns não religiosos, por professores e consultores empresariais. Não é um trabalho superficial. O título, o prefácio, a abordagem, tudo foi escolhido para realmente abordarmos temas pouco usuais. E se já não bastasse abordar tema sob ótica incomum, também foi escrito respeitando o leitor ateu e agnóstico, focando em temas de interesse geral (para teístas e ateus) sobre os quais a Bíblia tem algo a dizer. Nesse sentido, expressa o sal e luz que temos que ser no mundo. E expressa leis inexoráveis que aproveitam a teístas e ateus, a hindus, cristãos e agnósticos. São princípios pouco estudados e eu e Rubens Teixeira nos propusemos, mesmo apesar dos riscos, a sistematiza-los.
Para quem é cristão, vale uma observação a mais. A ideia do livro não é a de que em uma semana se vá ganhar rios de dinheiro e que isso é a coisa mais importante do que Jesus Cristo. O escopo dele é mostrar que ensinamentos que estão na Bíblia, quando aplicados na vida profissional, são bons e muitas vezes nem percebemos isso. Muitas vezes passagens bíblicas como ser prestativo, p. ex., lê-se apenas em um contexto "espiritual" e aí (falando para os cristãos) a pessoa sai, vai evangelizar, ajuda nas tarefas da igreja, mas não percebe que um detalhe de prestatividade, uma gentileza a mais no trabalho pode render boas coisas, como o aumento de salário ou a projeção que a pessoa tanto deseja, ou coisas mais importantes ainda, como o exemplo e o “sal e luz” que os cristãos devem prezar. Como já foi dito, em frase ora imputada a Santo Agostinho, ora a São Francisco de Assis: “Evangelize sempre. Se precisar, use as palavras”. Seja pela evangelização, seja pela obediência, seja pelos resultados práticos, cabe ao cristão praticar o certo não apenas no espaço eclesiástico, mas no seu cotidiano. Isso, se ocorrer, será revolucionário e fará muito bem ao mundo.
Enfim, o livro traz algo muito bom inclusive que é o de parar de separar "mundo espiritual" de "mundo secular" (coisa que muito cristão faz), de forma que é indicado inclusive para quem não é religioso, pois os princípios ali contidos são eficientes para toda e qualquer pessoa que deseja ter uma carreira ou empresa bem sucedida. Quem discordar, pedimos que tenha a gentileza de dar uma lida no livro, nem que apenas numa livraria, sem sequer precisar comprá-lo. Para criticar o que viu. Eu e Rubens estamos abertos às críticas sobre o que pensamos, não sobre o que pensam que pensamos. 
Por falar em pensar, escrever é colocar o pensamento no papel. E quem pensa se arrisca, é assim que funciona. E se pensa e escreve, se arrisca mais ainda. Nós, por sinal, somos gratos a todos os que pensaram e disseram, ou escreveram, e até morreram por causa disso. Entretanto, só é livre quem pensa, pois, como ensinou Jesus, a verdade liberta. Eu e Rubens, não donos, mas servos da verdade, colocamos nossas ideias no papel. E, como disse um advogado na época da Revolução Francesa, “trazemos para a corte, numa bandeja, nossa cabeça e nossa verdade. Podereis dispor da primeira depois de ouvir a segunda.”
Espero que aqueles que pedem nossas cabeças se disponham a primeiro ouvir nossa verdade, assim como nós praticamos o princípio – dos Direitos Humanos antes mesmo que democrático e republicano – de ouvir a verdade alheia antes de criticar. Mas, se o fizerem, faz parte: a Humanidade já vem lidando com a crítica surda há milênios. Mas, se num átimo de tolerância, num átimo mesmo que de curiosidade, quem nos critica ler o livro e nos fizer alguma crítica centrada, inteligente, coerente, lógica, fundamentada, então ficaremos profundamente gratos. Queremos aprender mais e, apesar de não vir sendo comum ultimamente, estamos bastante abertos a ouvir quem pensa diferente de nós. E aos que nos elogiam e apoiam, mais uma vez nosso muito obrigado. São plumas que nos acalentam. A todos, nossa humilde verdade. Se quiserem discuti-la, obrigado, estamos certos de que aprenderemos alguma coisa. Como sempre, estarão ao dispor nossas cabeças, mesmo o corpo inteiro. Elas sempre entram em jogo quando o assunto é defender o que se pensa, ainda mais quando se pensa o diferente.

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I - P.S - Textos grandes não são atraentes à primeira vista e impressão, entretanto se tornam atraentes quando se deixa envolver e mergulha-se num mundo fonético e semântico que lava e enriquece a alma.
II - P.S -  Caso você não esteja sendo perseguido por algum motivo, talvez isso demonstre que suas causas sejam tão irrisórias e irrelevantes que não possuem o ousadia de mudar a si e ao mundo ao seu redor,  mas ainda assim te acompanhará de baixo de sete palmos como o teu pior pesadelo que exclama em alta voz: "Eu poderia ter feito mais". Por isso viva por algo que verdadeiramente te faça ter a audácia de viver, porquanto a vida é como um vapor que agora se vê mas pouco a pouco se esvai para nunca mais.
III - P.S - Para que outros possam viver vale a pena morrer.